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Plano de saúde não pode ser cancelado no caso de aposentadoria por invalidez

Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho

A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Companhia Energética do Maranhão (CEMAR) por ter cancelado o plano de saúde e odontológico de uma industriária aposentada por invalidez. A decisão segue o entendimento do TST de que a situação enseja a reparação por danos morais.

Na reclamação trabalhista, a aposentada afirmou que, com o cancelamento, teve de pagar por procedimentos médicos. Ela pedia o restabelecimento dos planos e a condenação da empresa ao pagamento de indenização. A Cemar, em sua defesa, sustentou a legalidade da suspensão, alegando que, com a aposentadoria, teria ocorrido corte nas contribuições feitas pela trabalhadora.

O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA) determinou o restabelecimento dos planos, mas julgou indevida a reparação por dano moral por não haver ficado configurada ofensa de cunho moral nem ato ilícito. Segundo o TRT, o dever de reparar é cabível somente na ocorrência de ato que cause dano, e não em “dissabores do cotidiano”.

Para a relatora do recurso de revista da aposentada, ministra Maria Cristina Peduzzi, a decisão do TRT deveria ser revista por estar em desacordo com a jurisprudência do TST, diante da comprovação do cancelamento indevido do plano e das despesas médicas daí decorrentes. Por unanimidade, a Turma deu provimento ao recurso e fixou a indenização em R$ 10 mil.

Processo: RR-16899-71.2014.5.16.0015

RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A
ÉGIDE DA LEI N° 13.014/2015 E DO NCPC –
DANOS MORAIS – CANCELAMENTO DO PLANO DE
SAÚDE - APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
A jurisprudência do TST entende ser
indevido o cancelamento do plano de
saúde do empregado em caso de suspensão
do contrato de trabalho em razão da
aposentadoria por invalidez, o que
enseja a reparação por danos morais.
Recurso de Revista conhecido e provido.

Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho

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