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Empregados da Imbel aceitam proposta do vice-presidente do TST e suspendem greve

Direito Trabalhista | 09/mai/2014

Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho

Os empregados da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) suspenderam, nesta sexta-feira (9), o movimento grevista iniciado em abril. Os sindicatos da categoria informaram ao vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Ives Gandra Martins Filho, que as assembleias aceitaram os termos do acordo proposto na audiência de conciliação no TST realizada na quarta-feira (7).

O acordo foi feito com a empresa e os representantes dos seis sindicatos dos empregados e aprovado em assembleias regionais realizadas nos últimos dois dias. Ele prevê o pagamento de abono no valor de R$ 1 mil, e tem como objetivo abrir as negociações das demais cláusulas do dissídio coletivo e iniciar as conversações para o plano de emprego, carreiras e salários.

A próxima audiência de conciliação está marcada para o dia 28 de maio para a apresentação da proposta de acordo sobre os demais temas da pauta de negociação.

Este foi o segundo dissídio coletivo em que o ministro Ives Gandra Filho conseguiu acordo na primeira audiência de conciliação. O primeiro foi ajuizado pela Valec Engenharia Construções e Ferrovias S/A. Os empregados da empresa também cessaram a greve após acordo celebrado em audiência realizada no dia 3 de abril.

Na audiência de conciliação da quarta-feira do dissídio ajuizado pela Imbel, o vice-presidente destacou que o acordo foi firmado "exclusivamente para a cessação do movimento paredista, em proposta que se mostrou insuficiente e desproporcional ao esforço do TST para conciliar o dissídio, em que pese a boa vontade demonstrada pela empresa em atender às reivindicações dos trabalhadores".

A Imbel, empresa pública vinculada ao Ministério da Defesa, se comprometeu a não efetuar desconto dos dias parados na remuneração dos empregados e a não adotar nenhuma medida retaliatória aos empregados grevistas.

O dissídio coletivo foi ajuizado pela Imbel depois da greve deflagrada em 14 de abril pelos 1.908 trabalhadores de suas unidades de produção. A data-base da categoria é em abril.  A proposta inicial dos empregados foi de um reajuste de 22%, que seria o índice de perda salarial da categoria nos últimos anos. Já a proposta da empresa era o reajuste de acordo com IPCA.

Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho

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