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Plágio: uma prática reprovável e criminosa

Trata sobre a conduta reprovável e criminosa do plágio. O texto aborda a importância da originalidade e da autenticidade na produção de trabalhos escolares para a inovação de conhecimentos e o crescimento educacional.

O valor pedagógico e educacional de um trabalho para a comunidade escolar e acadêmica está na autenticidade e na originalidade do escritor. Neste sentido, é importante mencionar que a pesquisa faz parte da construção de um trabalho escolar. No entanto, a busca por conhecimentos de outros autores deve ser limitada à retenção do aprendizado mantendo sempre a integralidade e a autoria original da obra consultada.

É importante entender, que plágio é uma prática reprovável socialmente e é considerada uma conduta criminosa no Direito Penal Brasileiro. Plagiar é “assinar ou apresentar como seu trabalho artístico ou científico de outrem; imitar dolosamente a criação alheia.” (CEGALLA, 2005, p. 673).

Vale ressaltar que para ser um bom escritor é necessário ter, em sua rede de pesquisa, excelentes autores devidamente reconhecidos e citados em sua produção. A prática de plágio nos trabalhos escolares é uma realidade mundial, do ensino fundamental ao superior, e precisa ser controlada e reprovada no âmbito escolar e no acadêmico. A mentalidade para a defesa dos créditos das fontes originais é uma atribuição tanto dos professores e orientadores, como, principalmente, dos alunos que devem ter consciência e responsabilidade por seus atos.

Quando defendemos a importância de creditar nossas fontes, a maioria de nós se preocupa com o criador original do trabalho. Mas isso é apenas metade da história – se você não atribuir corretamente o crédito do trabalho que compartilha, rouba não somente a pessoa que o fez, mas também todas com quem está compartilhando. Sem a devida atribuição, elas não podem entender melhor o trabalho ou encontrar mais trabalhos parecidos. (KLEON, 2017, p. 84 e 85)

Atualmente, a Rede Mundial de Computadores (Internet) tem se mostrado um meio de elevada relevância para a busca por fontes de pesquisa em trabalhos escolares. No entanto, essa facilidade não deve ser utilizada como uma ferramenta facilitadora para as ações (copiar e colar) e sim como um ambiente de aprendizado e enriquecimento cultural. Conforme ensina Kleon (2017), ao compartilhar uma obra de outro escritor deve-se assegurar o crédito apropriado ao autor original. Pesquisar é buscar por conhecimentos com o objetivo, unicamente, de consubstanciar a produção de um novo trabalho escolar. Nesse processo, deve-se buscar a originalidade e a autenticidade do aluno.

Sendo assim, embora a contemporaneidade tenha presenteado a nova geração de pesquisadores com inúmeras oportunidades de angariar conhecimentos por meio de fontes disponíveis na Internet, o aluno deve ter o cuidado de não inaugurar uma fase de autores sem originalidade e autenticidade em suas produções escolares e acadêmicas. Inovar e contribuir, para o estabelecimento de novos saberes, deve ser a busca pelo aluno ao escrever seu trabalho. Portanto, o ato de pesquisar deve ser restrito à busca por fontes que devem ser citadas e reconhecidas no trabalho a ser produzido pelo aluno. Somente assim, o plágio será desestimulado e irão surgir novos pesquisadores conscientes de suas responsabilidades e contribuintes autênticos para o crescimento educacional.

Referências

KLEON, Austin. Mostre seu trabalho! 10 maneiras de compartilhar sua criatividade e ser descoberto. 1ª. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2017.

CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário escolar da língua portuguesa. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 2005.

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