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Impactos da pandemia na educação brasileira

O impacto causado pela pandemia do coronavírus vem impondo drásticas mudanças na rotina da população mundial. Diversas áreas foram atingidas por essas ações, entre elas, a Educação.

A pandemia da doença pelo coronavírus, COVID-19 (sigla em inglês para coronavirus disease 2019) foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 11 de março de 2020. No Brasil, desde o primeiro caso, confirmado em 26 de fevereiro, foram registrados 13.373.174 e 348.718 óbitos atestados até 04 de Abril de 2021.

Em incumbência da falta de medidas preventivas ou terapêuticas específicas para a COVID-19, e sua rápida taxa de transmissão e contaminação, a OMS recomendou aos governos a adoção de intervenções não farmacológicas (INF), as quais abrangem medidas de alcance individual (lavagem das mãos, uso de máscaras e restrição social), ambiental (limpeza rotineira de ambientes e superfícies) e comunitário (restrição ou proibição ao funcionamento de escolas e universidades, locais de convívio comunitário, transporte público, além de outros espaços onde pode haver aglomeração de pessoas). Entre todas, destaca-se a restrição social.

Atualmente uma temática que tem aparecido com muita força, é a temática do ensino a distância. A pandemia impôs grandes desafios para professores e estudantes, em especial, na educação básica. Como manter os vínculos com os alunos sem estar no mesmo espaço físico? A pandemia do novo coronavírus, o Covid-19, fechou as portas de muitas escolas de ensino regular e profissionalizante em todo o Brasil. Trata-se de uma das medidas de contenção da doença e diminuição do contágio.

De acordo com o relatório do Banco Mundial, mais de 1,5 bilhões de alunos ficaram sem estudos presenciais em 160 países. Frequentemente, as pessoas associam o ensino à distância com a necessidade de uma alta tecnologia, intermediada por plataformas digitais com acesso à rede.

Além das questões de infraestrutura e conectividade, a implementação de novas modalidades de ensino de forma rápida, devido à pandemia, explicitou a necessidade de preparação dos professores e gestores de escola. Os professores compartilham de várias inseguranças. Em relação às questões mais técnicas, como por exemplo, dar a aula online, gravar vídeos, preparar materiais que possam ser compartilhados com os alunos, entre outros.  A preocupação soma-se, ainda, com a participação dos estudantes. Além do mais, esse preparo exige tempo, não ocorre do dia para a noite. Entretanto, a pandemia do novo coronavírus não deixou espaço para especialização dos educadores.

Por isso, há a tendência dos professores em reproduzir o modelo presencial, utilizando o mesmo calendário e grade curricular. Segundo os especialistas, esse é o principal problema, pois a postura pedagógica em ensino EAD é diferente.

Segundo pesquisa do IBGE, somente 57% da população do nosso país possui um computador em condições de executar softwares mais recentes. Outro estudo realizado em 2018, a Pesquisa TIC Domicílio, aponta que mais de 30% dos lares no Brasil não possuem acesso à internet, que é praticamente indispensável para o serviço de ensino remoto. O resultado disso é uma inevitável acentuação da desigualdade de acesso não só ao ensino de qualidade, mas do ensino básico, causando um déficit de aprendizagem ainda maior do que já temos entre alunos do sistema público e da rede particular.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Portaria nº 343, de 17 de março de 2020. Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do Novo Coronavírus - COVID-19. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/Portaria/PRT/Portaria%20n%C2%BA%20343-20-mec.htm>. Acesso em 20 de maio de 2020.

 BRASIL. Decreto Lei nº 1.044, artigo 2° de 21 de outubro de 1969. Brasília, 1969

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