A questão da cifra negra e da cifra dourada


31/out/2009

Discute-se no Congresso Nacional a reforma da Polícia, como um dos meios de melhorar a segurança pública no país, além das reformas e avanços sociais em outros ângulos do Estado Federal.Isso é necessário, porque independentemente de ações governamentais e sociais, que dêem oportunidade a todos os...

Por Carlos Eduardo Neves

Discute-se no Congresso Nacional a reforma da Polícia, como um dos meios de melhorar a segurança pública no país, além das reformas e avanços sociais em outros ângulos do Estado Federal.

Isso é necessário, porque independentemente de ações governamentais e sociais, que dêem oportunidade a todos os cidadãos, parece-nos, analisando a história e a antropologia, que há seres humanos que optam pela criminalidade como meio de vida.

Sem embargo, existem pessoas que, por força do meio, tornam-se criminosas; outras, tornam-se criminosas, independentemente do meio. Essa afirmação é fato comprovado, basta acompanhar o noticiário, ou, até mesmo, sair à rua.

Desse modo, trago dois conceitos novos, que vem sendo discutidos no âmbito jurídico e, ademais, questionados em concursos públicos: a cifra negra e a cifra dourada.

A cifra negra constitui a relação de crimes ocorridos, mas não registrados pelos órgãos oficiais, ou seja, forma a diferença entre o número de crimes praticados e o número de crimes conhecidos pelas autoridades competentes. Logo, a criminalidade real é maior que aquela registrada oficialmente.

Dessarte, dentre outras coisas, isso se configura porque a vítima acha insignificante o fato criminoso, ou acredita que a polícia não fará nada, ou mesmo porque o infrator é da família, e ela opta por não incriminá-lo. São, pois, variadas as causas.

Assim, é certo que a chamada cifra negra gera descrédito para o Estado, impunidade aos bandidos e uma sensação de injustiça às vítimas.

Por outro lado, surgiu também o conceito de cifra dourada que concerne aos crimes efetuados pelas “classes altas” e que, identicamente, não são solucionados. São os crimes denominados de "colarinho branco", que se dão contra a ordem tributária, o sistema financeiro, etc. Casos corriqueiros no país, todos o sabem.

Por tudo isso, desde os crimes encetados por pés-de-chinelo até os praticados por altas autoridades, já foram realizados estudos em diversos países, para verificar como aperfeiçoar a polícia e, com isso, aperfeiçoar o combate ao crime.

Por fim, pelo que se discute no Congresso Nacional, atualmente, em futuro próximo, serão feitas mudanças na polícia do Brasil, como já estão sendo realizadas, a passos lentos, no Judiciário e em outras esferas de atuação do Poder Público, para que não necessitemos mais discutir qualquer outra cifra colorida, ou cifra da vergonha ou...




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