Busato critica ação das autoridades só em casos de emergência
Fonte: OAB - Conselho Federal
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, criticou hoje (17) o fato de as autoridades brasileiras só se mobilizarem para a aprovação célere de leis e discussão de alternativas efetivas para a segurança pública quando ocorre alguma emergência, a exemplo dos ataques a São Paulo no último fim de semana, cometidos pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Veja os problemas da Rocinha. Quando há um conflito na Rocinha se discute muito os crimes nos subúrbio das grandes cidades. Há pouco mais de um ano, estávamos debruçados sobre os conflitos agrários em função da morte da missionária Dorothy Stang. Agora estamos discutindo a questão carcerária e o crime organizado”, exemplificou Busato em entrevista no Senado Federal, onde acompanhou a sabatina da advogada mineira Cármen Lúcia Antunes Rocha para o cargo de ministra do Supremo Tribunal Federal.
Ainda na avaliação do presidente da OAB, essa questão sobre a qual o governo se debruça agora – ataques comandados pelo crime organizado diretamente dos presídios – já deveria ter sido resolvida há dois anos, quando houve uma rebelião semelhante em Rondônia, na penitenciária de Urso Branco. “No entanto, o país só se mexe na emergência. Passada a emergência, nada mais acontece, nada mais se resolve, nada mais se avança”, acrescentou Busato.
Últimas Notícias
Questionar competência de TRT em recurso de revista é litigância de má-fé
STJ: Terceira Turma nega pedido de credora e privilegia recuperação da sociedade devedora
Jornalista sem registro no MTE consegue enquadramento para receber salário da categoria
veja mais
Teste já seus conhecimentos jurídicos
Responda as questões e veja seu aproveitamento e o gabarito comentado:
Críticas ou sugestões sobre este conteúdo? Clique aqui.