Nomeação do novo ministro do STF


28/jan/2011

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, enviou, no dia 27/01/2011, uma carta à presidente Dilma Rousseff pedindo  urgência na escolha do nome do novo ministro, ou da nova ministra, do Supremo Tribunal Federal. Dessarte, vale lembrar aos estudantes de Direito que...

Por Carlos Eduardo Neves

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, enviou, no dia 27/01/2011, uma carta à presidente Dilma Rousseff pedindo  urgência na escolha do nome do novo ministro, ou da nova ministra, do Supremo Tribunal Federal.

Dessarte, vale lembrar aos estudantes de Direito que, conforme aduz o artigo 84, inciso XIV, da Constituição Federal, cabe ao Presidente da República " nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal". Dessarte, compete ao Senado Federal aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha dos ministros do STF (artigo 52, III, a). Outrossim, "Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal." (artigo 101, parágrafo único).

O novo ministro, relembrando ainda, deve preencher alguns requisitos para ocupar o cargo, ou antes até, para ser escolhido pela presidente, quais sejam: 1) ter mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, 2) ter notável saber jurídico e reputação ilibada.

Isso posto, afirmação da OAB consiste no enorme prejuízo que advém da falta de um ministro no STF, mesmo porque a vaga está para ser preenchida desde agosto de 2010, quando o ministro Eros Grau se aposentou.

Com efeito, conforme noticiado na Agência Brasil, alega o presidente da OAB que a "falta de um ministro, aliada a eventuais ausências de outros, desorganiza o trabalho interno das turmas e representa uma sobrecarga sobre os demais integrantes".

Por fim, na última vez, quando da escolha do último ministro, Dias Toffoli, cogitou-se do jurista Luis Roberto Barroso, professor de Direito Constitucional e advogado, para ocupar o cargo. Seria uma ótima escolha.



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